Table of Contents Table of Contents
Previous Page  32 / 101 Next Page
Information
Show Menu
Previous Page 32 / 101 Next Page
Page Background

32

Nessa perspectiva, o enfermeiro do trabalho tem um papel imprescindível no

gerenciamento de riscos, no exercício da prevenção através da educação

permanente, bem como orientar, fiscalizar e propor mudanças significativas para que

sua equipe trabalhe com confiança e estabilidade durante seu exercício profissional,

com vista a um atendimento com segurança (CORREIA

et al

, 2013).

Contudo, o enfermeiro do trabalho tem o dever de sensibilizar, envolver as

pessoas, desenvolver e planejar a gestão de risco na instituição, com o propósito de

proteger os colaboradores no âmbito de trabalho que envolva os riscos ambientais

(FELDMAN, 2009).

Além dessas ações, o Brasil tem investido em outros modelos, na priorização

da saúde e do meio ambiente com a RDC-50, a NB95 e a NB57 da ABNT, a Portaria

GM/MS n. 3523/98, a Resolução CNEN NE- 6.05, a NR -24, NR-07, NR-09, NR-15 e

a Portaria Ministerial N. 482/MS/TEM de 1999 (D’INNOCENZO, 2006).

Assim, o enfermeiro no campo da saúde ambiental compreende a área da

saúde pública, aliada ao conhecimento científico e à formação de políticas públicas,

que correspondem às intervenções relacionadas à interação entre a saúde e os

fatores do meio ambiente natural e antrópico que as determinam, condicionam e

influenciam, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida sob o ponto de vista

da sustentabilidade (SALIBA; CORRÊA; AMARAL, 1998).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com a revisão de literatura, observamos que os agentes químicos

são considerados um dos mais complexos problemas de saúde ocupacional que o

profissional enfrenta, tanto pela dificuldade no resguardo, administração e

manutenção da própria saúde, quanto diversidade das substâncias usadas.

Nos remetemos a toxicologia, pelo campo utilizado por várias ciências,

principalmente a fisiologia, bioquímica e a química, para entender os efeitos nocivos

da interação entre substâncias químicas e orgânicas e a intoxicação do processo

de alteração mórbida do organismo causado por substâncias endógenas ou

exógenas e é caracterizado por desequilíbrio fisiológico por alterações bioquímicas.